Casa Paramos, Espinho, Portugal

30 04 2013

Casa Paramos, Portugal

Varandas e blocos articulados
Volumes que se interpõem como em um jogo de encaixe configuram esta casa de três pavimentos. Elementos construtivos, como a torre do elevador e o recuo da entrada principal, colaboram nessa composição. Os ambientes são contemplados pela luz natural, através de fachadas envidraçadas e iluminação zenital sobre a área de circulação interna.

Situada na freguesia de Paramos, região de Espinho, próxima da cidade do Porto, em Portugal, esta casa de 783 metros quadrados de área construída abre-se para o exterior através de amplos vãos nas fachadas e na cobertura, atendendo ao desejo de seus proprietários de prolongamento dos espaços internos.

O mesmo ocorre nos ambientes privados, privilegiados por panos de vidro e varandas. Projetada pelo arquiteto Nuno Lacerda Lopes, a residência é composta por três pisos.

No térreo estão os ambientes sociais, no pavimento superior distribuem-se os setores íntimos e o subsolo abriga áreas técnicas e de apoio.

Com poucos elementos construtivos, a casa ganha identidade por sua volumetria originária de blocos que se interpõem como em um jogo de encaixe.

Com piso de vidro e iluminação zenital, a área de circulação separa os dois volumes da construção

Com piso de vidro e iluminação zenital, a área de circulação separa os dois volumes da construção
Casa Paramos, Portugal
A articulação de volumes, com variações entre superfícies ora opacas, ora envidraçadas, ajusta o conteúdo programático numa composição bem elaborada, para a qual colaboram, entre outros, o bloco vertical da torre do elevador e a marcação da entrada principal no térreo, que recua no encontro das duas fachadas.

A área de circulação interna, elemento de união entre os vários ambientes, também tem papel importante na composição. Protegida por uma cobertura de vidro, ela separa os dois blocos da construção, através do seu recuo nas fachadas. “Essa ilusão de um hiato entre volumes realça o desenho das fachadas”, observa o arquiteto.

Espacialmente, a circulação também tem um tratamento diferenciado, como um pavimento distinto, o que, associado à iluminação zenital contínua (uma cobertura de vidro de 22 metros quadrados), fortalece a ideia de passagem, de percurso. Um piso de vidro laminado triplo fosco (6 + 8 + 6 milímetros), de oito metros quadrados, instalado sobre estrutura metálica, permite a projeção da luz natural para o pavimento inferior.

Casa Paramos, Portugal
Casa Paramos, Portugal
Texto de Cida Paiva

Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 77 Dezembro de 2012

Equipe CT Projetistas.

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